3 Ideias de Sustentabilidade em Condomínio e Reduzir Gastos

Sustentabilidade em condomínios é um assunto que tem sido muito abordado nos últimos anos. Além de ser uma forma de contribuir para a preservação dos nosso recursos naturais, ações de sustentabilidade dentro do ambiente condominial ajudam a melhorar a qualidade de vida dos moradores, a valorizar o patrimônio e permitir que o empreendimento reduza seus gastos.

 

Falar sobre sustentabilidade nas reuniões de condomínio geralmente é motivo de polêmica. Há os moradores que reclamam, os que defendem o tema com unhas e dentes, os que acham muito trabalhoso realizar mudanças – há de tudo! E, como responsável pelo condomínio, é o síndico quem fica com a incumbência de apaziguar os ânimos, encontrar um meio termo que beneficie a comunidade e colocar em prática.

Pensando nisso, preparamos uma lista com três ideias que você, síndico, pode replicar nos condomínios onde atua. Sabemos que nem todos os condomínios possuem a verba e/ou o espaço suficiente nas áreas comuns para fazer grandes alterações em prol da sustentabilidade. Logo, selecionamos algumas dicas que envolvem pouco (ou nenhum) gasto. Confira:

 

1. Lixo zero em condomínios

Condomínios residenciais englobam uma grande quantidade de moradores. Apenas na cidade de São Paulo, é estimado que uma em cada três pessoas viva em um desses conjuntos habitacionais. Além disso, calcula-se que uma só pessoa produz cerca de 1 kg de lixo por dia, todos os dias.

Mesmo que a matemática não seja o seu forte, fica fácil compreender que condomínios tendem a produzir uma enorme quantidade de lixo no dia a dia. Assim, o descarte correto de todo esse resíduo se torna muito importante e esse é o foco da prática de lixo zero em condomínios.

Apesar do nome, lixo zero em condomínios significa adotar práticas sustentáveis que causem o máximo de aproveitamento do lixo. E a forma mais fácil de fazer isso é através da separação correta dos detritos, evitando que resíduos recicláveis, orgânicos e rejeitos se misturem.

Após recolhido, o lixo orgânico pode virar conteúdo para composteira, que depois é usado na manutenção dos jardins, das áreas externas e até mesmo da horta comunitária. Ao mesmo tempo, os materiais recicláveis podem servir como uma fonte de renda extra para o condomínio. Deste modo, apenas os rejeitos serão realmente descartados.

Para isso acontecer, o condomínio pode disponibilizar lixeiras de cores diferentes para que a medida seja seguida. Também é necessário que o síndico instrua os funcionários do condomínio e elabora regras com os moradores para que todos obedeçam e compreendam a importância dessa iniciativa.

2. Campanhas de economia de água e energia elétrica

Desenvolver campanhas que incentivam os condôminos a diminuir o consumo de energia elétrica e de água pode parecer algo simplório, mas acredite: medidas como essa importam.

Segundo dados da Green Building Council Brasil, entidade brasileira responsável pela certificação mundial de construções sustentáveis Liderança em Energia e Design Ambiental (LEED), prédios com políticas de sustentabilidade apresentam uma redução média de 40% no consumo de água e 20% nos custos com energia elétrica.

Importante lembrar que esse tipo de ação é praticamente sem custo para o condomínio, visto que você pode enviar lembretes aos moradores via aplicativo de gestão condominial ou colar cartazes nos murais. Resumindo, o condomínio só tem a ganhar!

 

3. Atenção as infiltrações

Todo síndico sabe que infiltrações trazem uma grande dor de cabeça para todos os envolvidos. Além de causar gastos, obras, barulho e sujeira, um vazamento despercebido também gera uma despesa a mais para o condomínio, especialmente quando a infiltração é em uma área comum e/ou a conta da água é dividida entre todos os moradores.

Faça revisões constantes e treine os funcionários do condomínio para detectar sinais de vazamentos como manchas, umidade, mofo e pintura descascada.

 

Pronto! Essas foram as nossas três dicas de sustentabilidade em condomínios que preparamos para você.

E lembre-se: quando falamos de sustentabilidade, é muito importante notar que atitudes locais influenciam o global. Ou seja, cada vez que um síndico se preocupa com sustentabilidade no condomínio, ele está ajudando a fazer a diferença na cidade e na vida dos condôminos – tanto na saúde, quanto no bolso.

 

Por que contratar uma empresa para a limpeza da fachada do seu edifício?

Imóveis comerciais geralmente têm fachadas limpas e bem cuidadas. O motivo é simples: a primeira impressão é a que conta. E, se você tem uma empresa, esta primeira impressão pode ser a diferença entre perder um cliente em potencial e fechar excelentes negócios com ele.

No entanto, esta não é a única razão pela qual a limpeza de fachadas é tão importante. Este serviço traz uma série de benefícios e evita inúmeros problemas, seja em imóveis comerciais ou residenciais.

Confira alguns motivos pelos quais você deve contratar uma empresa para fazer a higienização da sua fachada periodicamente:

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Seguro de condomínio: o que o síndico precisa saber

Seguro Condominial

Seguro condominial é algo que pagamos torcendo para nunca precisarmos usá-lo. Entretanto, acidentes e imprevistos acontecem quando menos esperamos e é exatamente por isso que o condomínio precisa contar com uma boa garantia contra todos os tipos de danos e contratempos.

Para trazer clareza sobre o assunto, preparamos esse artigo que explica tudo sobre seguros para condomínio, quais são os tipos de coberturas disponíveis e muito mais. Confira:

Lei sobre seguro para condomínio

De acordo com o Art. 1.346 do Código Civil, é obrigatória a contratação de um seguro para condomínios residenciais, comerciais e mistos contra o risco de incêndio ou destruição total ou parcial.

Já a Lei do Condomínio, de nº 4.591/64, determina prazos, multas e deixa explícito que deve englobar todas as unidades e partes comuns do condomínio:

Art. 13. Proceder-se-á ao seguro da edificação ou do conjunto de edificações, neste caso, discriminadamente, abrangendo todas as unidades autônomas e partes comuns, contra incêndio ou outro sinistro que cause destruição no todo ou em parte, computando-se o prêmio nas despesas ordinárias do condomínio.

Parágrafo único. O seguro de que trata este artigo será obrigatoriamente feito dentro de 120 dias, contados da data da concessão do “habite-se”, sob pena de ficar o condomínio sujeito à multa mensal equivalente a 1/12 do imposto predial, cobrável executivamente pela Municipalidade.

Art. 14. Na ocorrência de sinistro total, ou que destrua mais de dois terços de uma edificação, seus condôminos reunir-se-ão em Assembleia especial, e deliberarão sobre a sua reconstrução ou venda do terreno e materiais, por quórum mínimo de votos que representem metade, mais uma das frações ideais do respectivo terreno.

 

Lembramos ainda que a convenção condominial pode estipular um quórum maior para alteração da destinação do imóvel ou reconstrução do mesmo.

 

Como a legislação foca em edifícios, as regras para condomínios horizontais onde cada morador é responsável pela construção da própria casa são diferentes. Nesses empreendimentos, o condomínio oferece amparo apenas para as áreas comuns, como portaria, salão de festas, playground.

Apesar de a legislação determinar que o serviço deve ser contratado em até 120 dias após a concessão do documento que permite a moradia no local, não é recomendável que se inicie a ocupação do empreendimento sem o seguro condominial.

Além disso, de acordo com a Lei nº 4.591 – Art. 22, é o síndico quem responde ativa e passivamente, em juízo ou fora dele, por qualquer inadequação ou insuficiência de seguro constatada. Em outras palavras, o síndico é responsável por toda e qualquer coisa que acontece no condomínio, boas e ruins. Isso deve ser levado em consideração na hora de selecionar as apólices pelo condomínio.

O que o seguro condominial deve cobrir?

O plano contratado deve abranger toda a área do condomínio vertical, incluindo áreas comuns e autônomas. A lei determina apenas que se tenha resguardo contra incêndio e destruição, deixando em aberto as outras situações a qual o condomínio deve ser assegurado.

Como sempre, melhor prevenir do que remediar! A cobertura deve ser adequada às necessidades do condomínio, portanto o indicado é que sejam contratadas apólices que garantam proteção contra todas as situações que o empreendimento está sujeito, todas as possíveis intempéries que podem ocorrer, como:

  • Queda de raios no terreno do condomínio
  • Roubos, furtos e assaltos
  • Explosões
  • Danos elétricos
  • Quebra de vidros
  • Ações de vendavais
  • Impacto de veículos
  • Queda de aeronaves

Também é importante que o seguro para condomínio inclua itens de responsabilidade civil – do condomínio e do síndico e danos morais. Isso fornecerá amparo financeiro caso ocorra algum acidente ou sinistro que façam o empreendimento e seu responsável serem responsabilizados judicialmente.

Entenda os tipos de cobertura de seguro para condomínio

Os seguros para condomínios têm como ponto de partida as coberturas básicas e obrigatórias, que se dividem em simples e ampla. Cada seguradora possui especificações próprias, mas trouxemos alguns exemplos:

Cobertura básica simples: geralmente, oferece apenas ressarcimento de prejuízos causados por incêndio, queda de raio no terreno onde o condomínio está localizado e explosões de qualquer tipo.

Cobertura básica ampla: normalmente fornece ressarcimento contra outros riscos que causem dano material ao imóvel além de incêndio, explosão e raios, como quedas de aeronaves, vendaval, desmoronamento, alagamentos, entre outros.

Todas os planos podem ser atualizados e incrementados com coberturas adicionais para corresponder à situação do condomínio.

 

Quem paga o seguro do condomínio?

Seguro para condomínio é considerado uma despesa ordinária e deve ser julgado como parte da manutenção do estabelecimento e cobrado no extrato da taxa condominial. Ou seja, o custo é rateado entre os moradores.

Apesar de ser uma questão de transparência administrativa, o síndico não tem a obrigação de consultar a Assembleia antes de contratar o serviço de seguro básico para o condomínio. Só é necessário convocar uma reunião de Assembleia no caso de o condomínio optar por apólices extras que tornam o valor total mais caro.

Renovação do seguro do condomínio

As renovações devem ser feitas de forma contínua e sem interrupções, seguindo as regras estabelecidas no contrato com a seguradora e com base na convenção do condomínio. Habitualmente, as coberturas de seguros para condomínio têm duração de um ano.

É o síndico quem é o responsável por renovar o seguro do condomínio. Se a renovação não for feita dentro dos prazos corretos, o condomínio fica à mercê de acidentes e multas pela infração.

Lembre-se sempre de pesquisar e comparar preços entre seguradoras antes de renovar o seguro condominial levando em consideração não apenas o custo, mas também as propostas, coberturas estipuladas e condições gerais do contrato.

Erros mais comuns na contratação de seguro condominial

Existem uma série de erros recorrentes ao utilizar seguros para condomínios. Separamos algumas das situações mais comuns:

Contratar reparos sem a autorização da seguradora: não há reembolso de despesas efetuadas sem a permissão da empresa. Se o problema ocorrer em um equipamento ou instalação resguardada pelo contrato, notifique a seguradora e peça autorização antes de permitir o conserto – mesmo que seja uma situação de crise.

Não oferecer informações completas: ao notificar a seguradora de algum problema, o síndico deve informar as circunstâncias do ocorrido, data e hora, quais foram os bens atingidos e incluir os dados de todos os envolvidos.

Mentir na hora de informar o sinistro: todas as informações repassadas à seguradora devem ser honestas. Não tente manipular a verdade atribuindo ao evento causas inventadas para que o acidente se enquadre nas cláusulas do contrato.

Não declarar acidentes que ocorrem dentro dos apartamentos: todas as áreas do condomínio são resguardadas pelo seguro. Se a cobertura cobre o incidente que ocorreu na área autônoma, ele poderá ser amparado pela apólice. Um exemplo disso é em caso de incêndio dentro de uma unidade ou vidros quebrados por causa de vendaval.

Indicar que o morador faça orçamento de conserto de veículo: a seguradora possui uma lista de oficinas credenciadas para reparo de veículos que sofrem algum tipo de dano dentro do condomínio. Nada de pedir orçamentos prévios aos condôminos, deixe isso com a seguradora!

Achar que a seguradora é responsável por danos causados por desgaste de equipamentos: não tente transferir para a seguradora os custos de manutenção de equipamentos que já estão chegando ao fim de sua vida útil. Na maioria das vezes, empresas de seguro acabam negando pedidos deste tipo.

 

E por último e, não menos importante: Achar que o seguro cobre bens pessoais de condôminos: As seguradoras em sua grande maioria não cobrem bens materiais de condôminos, como itens roubados, furtados, estragados dentro dos apartamentos ou vagas de garagens, portanto, itens comuns de roubos como bicicletas, se não efetuado contratação específica e, atendido todas às exigências pelas seguradoras, não serão cobertos.

 

Sugerimos aos condôminos que, tenham o seguro próprio de sua unidade residencial e veículos, a fim de se resguardar e evitar surpresas.

 

Seguro para condomínio é coisa séria e todo o processo de contratação e renovação deve ser acompanhado com cautela pelo síndico, buscando sempre colocar a qualidade de vida dos moradores em primeiro lugar.